
Em tempos idos, quando a população vivia em pequenas tribos, verificava-se frequentemente problemas de consanguinidade, e falta de mulheres. Para ultrapassar estas situações os homens tomavam de assalto as tribos vizinhas sequestrando as mulheres e fazendo-as suas noivas. Algumas das nossas actuais tradições remontam a estas épocas...
Durante a Cerimónia a Noiva Posiciona-se do Lado Esquerdo do Noivo –
Desta forma o noivo ficava com a mão direita livre para poder utilizar a espada e defender-se de possíveis retaliações e tentantivas de resgate por parte dos familiares da noiva que não se conformavam com o rapto.Entrar em casa com a Noiva ao Colo –
Manda a tradição que o noivo atravesse a porta de casa com a noiva ao colo... Após o seu rapto, as noivas eram então carregadas em braços pelos seus pretensos noivos. Estes homens contavam com a ajuda de um amigo (O Padrinho), este vigiava a casa onde estava a vítima sequestrada para evitar um possível ataque por parte dos familiares e consequente libertação da noiva. Embora este costume já não se realize os noivos continuam a ser acompanhados por aqueles que testemunham a união conjugal.A Lua de Mel -
Quando um homem tomava de assalto uma tribo para roubar a mulher que desejava, escondiam-se então num local secreto e bebiam uma bebida à base de mel durante o período de uma lua. Existe outra teoria que diz que esta tradição teve início com os Cavaleiros Teutónicos (ordem militar cruzada, vinculada à igreja católica). Uma vez casados, os noivos deviam de beber uma mistura de água e mel durante o decorrer de 30 dias (sensivelmente o período que a lua leva a completar as suas quatro fases).A lua-de-mel em si mesma significa um período de prazer que marca o início de uma nova vida.
Uma coisa Nova, Uma Coisa Velha, Uma Coisa Emprestada e Uma Coisa Azul –
Cada uma destas quatro coisas têm um significado simbólico, que não mudou ao longo dos tempos. A coisa velha simboliza o passado, a vida que é deixada para trás. A coisa emprestada simboliza a amizade e o azul a fidelidade, tradição proveniente da antiga Israel onde noivas usavam uma fita azul como prova da sua fidelidade. A coisa nova simboliza a esperança de que esta nova vida que está a começar, seja cheia de felicidade (o vestido, os sapatos, a roupa interior).O Anel de Noivado -
Já no Antigo Testamento podemos ver que era costume pedir a mão da noiva mediante a oferta de um anel de noivado. Durante a idade média, em pleno século IX, O Papa Nicolau I impôs a o hábito da oferta do anel de noivado como um compromisso para garantir o casamento, o preço do ouro era tão elevado, que pelo simples facto de se oferecer um anel deste metal indicava a intenção de consumar o casamento. Se o compromisso não fosse cumprido, a noiva seria confinada a um convento e o noivo incorria numa pena que passava por uma coima, tortura e eventualmente seria excomungado.As Alianças –
Esta tradição teve início no Egipto, durante a III dinastia, 2.000 a.c. A forma circular das alianças representa para os egípcios o infinito, tal como o amor. Os gregos adoptaram este costume mas acreditavam também que no dedo anelar existia uma veia directamente ligada ao coração, e chamaram-lhe a veia do amor, e por isto mesmo o lugar ideal para colocar o anel de casamento. Os romanos também tinham este costume e o mesmo perdurou até hoje.O Ramo de Noiva –
Esta tradição foi trazida pelos Cruzados. As mulheres muçulmanas, para o dia do seu casamento faziam pequenos ramos de flores de azahar (flor branca, que simboliza a pureza e se dá geralmente em zonas como a da costa mediterrânica), Acreditava-se também que o odor das ervas que compunham o ramo afastava os maus espíritos. O noivo devia igualmente levar um pequeno adorno floral composto pelas mesmas ervas do ramo da noiva.O Véu –
O véu era o símbolo da inocência e da virgindade. Em algumas culturas asiáticas o véu utilizava-se para ocultar o rosto da noiva até ao final da cerimónia apenas depois deste momento, é que o noivo podia levantar o véu e finalmente conhecer a sua noiva, agora mulher.A Tiara ou Diadema –
O significado da tiara ou diadema ou ainda do toucado, era fazer da noiva uma rainha pelo menos por um dia.A Entrega da Noiva -
Antigamente a noiva era considerada propriedade dos pais até ao momento do casamento. Neste momento o pai, entregava a sua filha juntamente com o seu dote ao futuro marido, passando a ser propriedade deste. Actualmente a entrega da noiva ao noivo, simboliza a benção do pai ao casamento da sua filha.A Liga –
Antes do Séc. XV a liga não se retirava da perna, no entanto os convidados masculinos corriam atrás da noiva para tentar retirá-la. A partir desta altura em França as noivas resolveram tirar elas próprias a liga e lançá-la para que os convidados a apanhassem sem perseguições.A Marcha Nupcial –
Quando a Princesa Victória de Inglaterra, amante incondicional da música, casou com o Príncipe Federico Guilherme da Prúsia, Victoria escolheu duas peças a apresentar no seu casamento, nomeadamente a Marcha Nupcial de Mendelssohn e a ópera Lohengrin de Wagner. Desde então estas duas marchas representam a entrada da noiva na igreja.O Bolo de Noiva
– Na antiga Roma era costume lançar pequenos pastéis chamados conferratios, e que simbolizavam a fertilidade. Posteriormente em Inglaterra no séc. XVII, era tradição criar uma grande torre com todo tipo de doçaria (repostería) mesmo por debaixo dos noivos, quanto mais alta fosse a torre, maior seria a sua felicidade no casamento. No séc. XVIII, um cozinheiro francês transformou a torre de doces dos ingleses num bolo com vários pisos.A Chuva de Arroz –
Esta tradição é mais um símbolo de fertilidade, em tempos idos acreditava-se que o arroz trazia aos noivos a felicidade de terem muitos filhos e desta forma ajuda para cuidarem da terra e dos animais.Os Editais –
Estes são um anúncio público colocado umas semanas antes do casamento com o objectivo de dar a conhecer à população em geral o evento e possibilitar dar voz a quem pretenda e tenha razão para isso, de interditar a celebração do mesmo. Costume iniciado pelo Imperador Carlos Magno, por voltas do ano 800 d.c., devido a um elevado número de casamentos de familiares directos. Carlos Magno ordenou então aos noivos que afixassem a data do casamento nas portas das igrejas onde todos assim tomassem o devido conhecimento.

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