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Diz-me o que praticas, dir-te-ei quem és! O Homem é constituído por alguns traços de personalidade, que o orientam para certos comportamentos e emoções.A Personalidade, é um fenómeno que determina o comportamento, as emoções e o pensamento sendo a hereditariedade, a aprendizagem e a socialização outros factores essenciais desde a vida intra-uterina. Determinados traços de personalidade permitem prever comportamentos específicos, tanto a nível social como individual. Os indivíduos, perante o mesmo estímulo, podem reagir de forma diferente, assim como poderão ter a mesma reacção perante estímulos diferentes. Tendo em conta esta diversidade comportamental, muitas vezes surge a desmotivação pela modalidade desportiva escolhida, quando esta não está de acordo com a personalidade do indivíduo. Por isso nós queremos que descubra quais as modalidades que se adaptam a si. Personalidade vs Modalidade Qual o seu estilo? Para escolher a modalidade desportiva que melhor nos assenta temos que ter atenção a algumas características pessoas, tais como a extroversão, a sociabilidade, a estabilidade emocional e a motivação, de modo a que se verifica uma concordância entre os traços de personalidade e a prática de determinadas actividades desportivas.
O desportista nato, que procura experiências novas e "adrenalina” adere com mais entusiasmo ao montanhismo, escalada, surf e desportos radicais em ambiente outdoor, enquanto em ginásio prefere sem dúvida kick boxing, spinning e actividades aeróbicas.
O indivíduo com carácter gregário e simpático, sente-se mais confortável a treinar alguma actividade que envolva música por todo o contexto social envolvente. Sem dúvida adere a aulas de grupo, hip hop ou danças latinas!
Necessita do seu "tempo” para reflexão e introspecção. Recorre ao esqui, à corrida de longa duração e se pretender usufruir de uma maior ligação espiritual escolhe, certamente, o Yoga, Pilates e Tai Chi quer no Ginásio, quer em casa com a ajuda de vídeos.
Aquele que é estruturado que trabalha com objectivos tem maior adesão com gosto às "rotinas” e com naturalidade tira prazer e benefício de um plano de treino conduzido por um Personal Trainer. Modalidade vs Personalidade O que devo fazer? Se é verdade que a personalidade condiciona o tipo de actividade física praticada, também é certo que determinados tipos de exercício e atividade desportiva podem influenciar positivamente certos traços negativos da personalidade, funcionando como uma terapia. Por exemplo um indivíduo introvertido, sem espírito competitivo e pouco gregário poderá dedicar-se a fazer escalada, mas se este mesmo indivíduo pretende tornar-se mais sociável e mais agressivo, a sugestão poderá passar por entrar numa equipa competitiva de ténis a pares. Assim o exercício físico funciona como uma "ferramenta” terapêutica num contexto de Medicina do Exercício. Em função das características individuais, como o grau de motivação, as emoções, os níveis de energia, os factores inteletuais, as atitudes, a maturidade, os atributos físicos e as características sociais, deverá haver uma orientação específica para as diferentes modalidades. Em medicina é reconhecido ainda o valor do exercício na prevenção/reabilitação das doenças cardiovasculares, respiratórias, osteoarticulares e na prevenção de algumas formas de cancro. Toda esta reflexão conduz-nos a um problema "novo”, que desafia a lógica tradicional da prescrição de exercício. Qual exercício? De que tipo? Com que frequência? Há diferenças entre o exercício? Poderá parecer controverso mas as perguntas que ficam poderão ser:
Se entendermos que no âmbito da Medicina do Exercício este deverá ser "receitado” de uma forma adequada e com determinadas características de tipo, intensidade e frequência de modo a favorecer e influenciar positivamente o curso de determinada patologia clínica.É importante saber até que ponto este "exercício prescrito” irá ser coincidente com os gostos e preferências pessoais do praticante e se a sua personalidade aceita o exercício para que este se encontre motivado e bem. Contudo, nem sempre o que "se gosta de fazer" é o que nos faz melhor e nos é aconselhado … e se não há adesão sem motivação há que encontrar o "denominador comum destas duas premissas! E é aqui, neste ponto de equilíbrio, que entra em cena o know-how e a sinergia" da equipa constituída pelo médico, o psicólogo e o professor de educação física. Esta poderá ser a "chave do sucesso" e a razão para o não abandono precoce e obtenção de bons resultados físicos, emocionais e melhores índices de saúde. Fonte: Clinica Quinta das Conchas Cláudia Madeira: Psicóloga Clínica – Departamento de Psicologia do Exercício Jorge Ruivo: Médico – Departamento de Medicina do Exercício |






















































O Homem é constituído por alguns traços de personalidade, que o orientam para certos comportamentos e emoções.
Se entendermos que no âmbito da Medicina do Exercício este deverá ser "receitado” de uma forma adequada e com determinadas características de tipo, intensidade e frequência de modo a favorecer e influenciar positivamente o curso de determinada patologia clínica.
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